Grupo Folclórico da Corredoura  

Grupo Folclórico da CorredouraCorredoura localidade da Vila de S.Torcato, a Norte e a 6 Km da Cidade de Guimarães, terra de grandes tradições culturais e religiosas marcada ainda por uma forte componente agrícola, onde se pode observar com rara beleza os campos e as searas do milho, linho e centeio, é também um dos pólos de maior desenvolvimento sócio/cultural da região e participada por um enorme movimento associativo. 

Tendo como finalidade a ocupação dos tempos livres do povo da sua terra, o gosto pelo canto, dança e música, foi fundado no dia 1 de Março do ano de 1956 o Grupo Folclórico da Corredoura, que desde logo desenvolveu um verdadeiro trabalho de pesquisa e de recolha dos usos costumes e tradições do seu povo e da sua terra. 

Os seus trajos representativos de fins do século XVIII princípios do Século XIX, são considerados os mais puros, genuínos e autênticos da sua região, tendo conquistado diversos prémios e várias distinções. 

Conscientes do valor riquíssimo do património que possuímos, celebramos um protocolo com o Museu Alberto Sampaio, para depósito de um conjunto de peças de elevado valor, até que possam ser expostas no museu do Grupo que estamos a organizar. 

Actuou em todos os grandes festivais de folclore que se organizam de Norte a Sul do País, e nas Ilhas da Madeira e Açores, e são várias as deslocações ao estrangeiro, Espanha, França, Itália, Alemanha, Áustria, Hungria, Sicília e na Coreia do Sul em 2012, onde representou Portugal no FOLKLORIADA no maior Festival do Mundo Organizado pela CIOFF. 

É sócio fundador da Federação do Folclore Português, da Associação CIOFF Portugal e é filiado no Inatel 

Têm 6 discos gravados, 4 cassetes 5 Cd,s e actuou diversas vezes para as seguintes estações de Televisão, RTP 1 - SIC – TVI ––, Porto Canal, RTP Madeira, RTP Açores, RTP Internacional e TV África –TV Galiza – RAI – TVE – RTF – TVH – TV Globo - TV Bandeirantes TV Record Internacional do Brasil. 

Organiza todos os anos o Linhal da Corredoura (Festa do Linho), única na região considerada uma das mais expressivas manifestações Etno-folclóricas de toda a região Norte do País. 

A Publicação do Livro (O LINHO NO CAMPO E NA EIRA), publicado pelo Grupo, diz bem de quem sente sobre si a responsabilidade de salvaguardar as memórias e o património local, que ao longo dos anos fizeram a identificação da sua terra e do seu povo. 

O Grupo Folclórico da Corredoura,,é aquele que mais tem contribuído, para a afirmação das nossas tradições locais, que melhor tem sabido representar os valores fundamentais da nossa cultura popular, que mais trabalho tem desenvolvido na preservação do património cultural da sua região.

Como reconhecimento ao enorme contributo que o Grupo Folclórico da Corredoura têm prestado à cultura de matriz popular da sua região, foi condecorado com a Medalha em Prata de Mérito Associativo pela Câmara Municipal de Guimarães em 2006, a Medalha da Vila pela junta de Freguesia da Vila de São Torcato em 2013 e foi também o primeiro Grupo Folclórico da sua região, a quem foi atribuído o Estatuto de Colectividade de Utilidade Pública, feito que muito honra e prestigia o Grupo.

Pauliteiros Mirandeses de Palaçoulo  

Pauliteiros Mirandeses de PalaçouloFolclore Mirandês e os Pauliteiros de Palaçoulo 

Danças de origem Indo-europeia, provavelmente Celta, que efectivaram uma permanência prolongada pelo Planalto Mirandês, assim como outras paragens por toda a Europa. Acredita-se que também nas nossas zonas se apresentaram com gaitade- foles, trajes típicos e danças representativas. Destas danças sobressaem as denominadas danças das espadas, predominantemente de índole guerreira, cuja sobrevivência se expressa há muitos séculos, pelo que se vem denominando danças dos Pauliteiros. Danças masculinas, eminentemente viris, predominantemente guerreiras, em forma de esgrima coreográfica. Mas representam também cenas encantadoras de bucolismo agro-pastoril, assim como outras de caracter familiar, lendário e agrícola. Tudo um conjunto e uma envolvência de mistério radicado nos remotos tempos das suas misteriosas origens indo-europeias. A par destas representações acompanha também a língua mirandesa, actualmente língua oficial, que carrega e enaltece ainda mais a representatividade deste folclore peculiar e misterioso. 

Antes da cristianização estas danças estavam integradas em celebrações pagãs, que posteriormente o Cristianismo transportou para as suas festas religiosas. Assim em Palaçoulo, a festa anual em que desde tempos imemoriais, compete aos Pauliteiros actuarem ritualmente e com todo o cerimonial, é a antiga festa das colheitas, em honra de Santa Bárbara. 

Os Pauliteiros de Palaçoulo, após um interregno, aproximadamente de vinte anos, fizeram-se representar novamente em 1978 na Festa de Santa Bárbara, com os seus variadíssimos números denominados “lhaços”, não mais tendo parado de levar a todo Portugal e Estrangeiro este incalculável património cultural. 

A Associação que os Pauliteiros representam foi fundado em 9 de Dezembro de 1980, tendo ao longo dos anos adoptado diversos nomes. Actualmente denomina-se de CARAMONICO – Associação para o Desenvolvimento Integrado de Palaçoulo. Além do Folclore e em especial as danças dos Pauliteiros, a Associação tem como finalidade a promoção cultural, social, cívica e física dos seus associados, através de cursos, encontros, leituras, publicações, convívios, passeios, espectáculos, projecções com meios audiovisuais, festas, artesanato e valorização físico-desportiva, como sejam, o desporto, a caça, a pesca, o atletismo e outros.

Rancho Regional Da Casa Do Povo De Ílhavo 

Rancho Regional Da Casa Do Povo De ÍlhavoO Rancho Regional da Casa do Povo de Ílhavo foi fundado em 1984 com a finalidade de fazer reviver as danças e os cantares, os usos e costumes das gentes de ílhavo. É sócio efetivo da Federação do Folclore Português, justamente pela autenticidade e verdade que representa. 

Anualmente organiza três festivais de folclore, um dos quais internacional e desde a sua fundação tem participado em várias festa e festivais nacionais e internacionais do país. Já esteve em França e Espanha e nas ilhas da Madeira e Terceira (Açores).

É portador da medalha de mérito cultural da cidade de Ílhavo e tem o estatuto de instituição de utilidade pública. 

Para comemoração dos 25 anos de existência o grupo organizou e produziu um espetáculo etno-folclórico intitulado “Sangue de Mar”, que foi apresentado no Centro Cultural de Ílhavo.