Grupo Folclórico Cancioneiro de Cantanhede 

Grupo Folclórico Cancioneiro de CantanhedeA Região da Gândara e da Bairrada, da qual a Cidade de Cantanhede é o coração, está situada num triângulo que compreende Aveiro – Coimbra – Figueira da Foz. É uma região extremamente conhecida, sobretudo pela famosa pedra de Ançã que surge a partir do “Horst de Cantanhede”, os excelentes vinhos da Bairrada e pela batata. Milho, forragens e pecuária / sector leiteiro da Gândara, bem como pela mancha florestal da orla marítima que integra a praia da Tocha.

Como se não bastasse, Cantanhede dá ao País D. António Luís de Menezes (1º Marquês de Marialva), que foi uma figura preponderante na restauração da independência.

Uma região com tão altos pergaminhos tem uma cultura peculiar que o povo foi sabendo manter e valorizar, ou não se fizessem ainda hoje as tradicionais “adiafas” no final das vindimas, as “lagaradas” do azeite e outras realizações de cunho popular, para não falar da secular romaria a N. Sra. De Vagos.

Uma região com um património cultural tão rico, deveria ter, quase que forçosamente, um Grupo Folclórico que preservasse todas as tradições locais. Com este espirito, e depois de um apurado trabalho de pesquisa, recolha e constituição, surgiu em 26 de Junho de 1983 o “Grupo Folclórico Cancioneiro de Cantanhede”.

Com um trabalho prestigiado e reconhecido que abarca, com profundidade, campos que vão do trajo à dança, passando pelos cantares religiosos, gastronomia, medicina caseira, artesanato e organizador do Festival CIOFF FOLK Cantanhede – Semana Internacional de Folclore, o Grupo Folclórico Cancioneiro de Cantanhede divulga ao público português e estrangeiro as tradições do povo gandarez e bairradino…

… e o povo reconhece-se nele!

Grupo Folclórico de S. Torcato 

Grupo Folclórico de S. TorcatoBrevemente 

Grupo Folclórico de Santa Marta de Portuzelo 

Grupo Folclórico de Santa Marta de PortuzeloO Grupo Folclórico de Santa Marta de Portuzelo foi fundado em 28 de Maio de 1940, na freguesia de Santa Marta de Portuzelo, concelho de Viana do Castelo, no Norte de Portugal.

Fez a sua primeira actuação, em público, na cidade de Guimarães, nas Comemorações do Terceiro Centenário da Restauração da Independência de Portugal.

Desde então, tem sido solicitado para participar em diversos festivais e romarias, quer em Portugal, quer no estrangeiro.

Este foi o primeiro grupo folclórico a estar presente no estrangeiro, a maior parte das vezes em representação oficial. Fez diversas digressões a Espanha, França, Alemanha, Inglaterra, Holanda, Bélgica, Itália, Senegal, Finlândia, Brasil, Suécia, Dinamarca, Canadá, Estados Unidos da América e Coreia do Sul.

O Grupo Folclórico de Santa Marta de Portuzelo, apresenta-se com os seguintes trajes: Traje de Noivos, de Mordoma, de Lavradeira, de Lavradores ricos, de Domingar, de Pifano e de Trabalho. Todos estes trajes, que herdamos do passado, têm a sua história.

A tocata é constituída por instrumentos tradicionais, tais como: concertinas, cavaquinhos, ferrinhos e violas.

O seu repertório é composto por danças de Romaria, de Terreiro e Fins de Trabalho Agrícolas. São os Viras, as Chulas e as Rusgas.

Este Grupo Folclórico é normalmente composto por 50 elementos que, para além das danças, entoam cantigas de sabor tradicional, cantadas em coro ou a solo.

Instituição de Utilidade Pública, filiado no Inatel, foi membro fundador da Federação do Folclore Português e da Associação dos Grupos Folclóricos do Alto Minho.

Rancho Folclórico da Vila de Cano 

Rancho Folclórico da Vila de CanoFundado em 1953 como Rancho Folclórico da Casa do Povo de Cano, este grupo teve a sua primeira actuação em Setembro desse ano na Vila de Galveias. Um começo auspicioso, poi recebeu nesse dia, logo na sua primeira actuação, o Diploma e a Medalha de Ouro da edilidade daquela Vila.

Em 1958, depois de uma semana de actuações para um concurso, o júri acabou por classifica-lo como representante de Portugal na Primeira Olimpíada do Folclore. O impacte foi tal, que entre 1958 e 1960 este grupo fez mais de 80 actuações por todo o País.

Em 1960, o grupo foi convidado a participar no Festival Hispano-Luso-Americano, actuando conjuntamente com grupos de Espanha e de toda a América Latina. Como escreveram os Espanhóis na altura, o Rancho do Cano foi “El Gran Gañador” do Festival, trazendo de Madrid o Diploma e Guião de Cultura Hispânica, bem como a medalha referente ao 1º Prémio.

Entre 1960 e 1964, o Rancho do Cano gravou três discos, fez três programas para a então Emissora Nacional e fez ainda dois programas transmitidos em directo pela Rádio Televisão Portuguesa.

Em 1964 o grupo participou em mais um concurso internacional, desta vez na cidade de Agrigento (Cecília – Itália). Recebeu Medalha de Prata referente ao 2º Prémio e o Troféu Templo Castore e Palluce.

Em 1966 viajou até à Ilha da Madeira, tendo sido recebido no Palácio do Governador.

Entre 1967 e 1980 sucederam-se participações nos mais prestigiados Festivais de Folclore e actuações nas principais Salas de espectáculos do País.

Foi membro fundador da Federação do Folclore Português, e, por indicação da mesma, em 1980, foi convidado a participar na Europeade, certame cultural que reúne anualmente mais de 100 grupos folclóricos de toda a Europa. Até 1995, durante 16 anos, o Rancho do Cano representou o Alentejo e Portugal nesse certame, tendo actuado várias vezes em Espanha, França, Itália, Bélgica, Alemanha, Áustria e Dinamarca.

Durante as décadas de 80 e 90, o Rancho do Cano participou em vários programas de televisão, gravou um programa com os “velhos amigos” Trio Odemira, gravou um programa para um projecto privado de televisão que foi divulgado junto das Comunidades Portuguesas espalhadas pelo Mundo e gravou ainda um programa para a cadeia de televisão Inglesa BBC.

Uma última referência muito especial. Em 1982 o Rancho do cano recebeu um convite formal do Arcebispo de Évora para participar na visita que sua Santidade o Papa João Paulo II faria a Portugal. Honrado pelo convite prestou Guarda de Honra ao Altar onde sua Santidade celebrou Missa aquando da sua visita ao Alentejo em Vila Viçosa.

O Rancho do Cano esteve inactivo entre 1998 e 2011 (14 longos anos).

Em 2012, orgulhosos do seu passado, um grupo de antigos componentes a que se juntou um extraordinário grupo de jovens, deram corpo ao ressurgimento deste Rancho, com um único propósito: Honrar, Dignificar e Prestigiar a sua Terra, a sua Região e as suas Gentes, através das Danças e Cantares, dos Trajes, Usos, Costumes e Tradições do Povo Canense.