Águeda (Baixo Vouga) - Grupo Folclórico da Região do Vouga

Águeda (Baixo Vouga) - Grupo Folclórico da Região do VougaO Grupo Folclórico da Região do Vouga foi fundado em Mourisca do Vouga, a 23 de Janeiro de 1969, na sede dos armazéns Leão Real, por iniciativa do etnógrafo José Maria Marques. Situa-se no centro de Portugal, a 5 Km de Águeda e a 20 Km de Aveiro, e é um fiel intérprete das danças e cantares da considerada região do Vouga, que se estende desde a Serra da Lapa até à ria de Aveiro.

O Grupo é composto por 43 elementos, envergando trajes de Ver-a-Deus, Lavradeira Rica, Domingueiros, Tricanas, Romarias, Barqueiro, Serraninha, Romeiros, Ceifeira, Galinheira, Tremoceira e outros. Todos estes trajes e outros, para além de variados e diversificados objectos de uso caseiro e agrícola, podem ser apreciados no Museu Etnográfico que o Grupo possui em Mourisca do Vouga, considerado o maior, no seu género, a nível nacional.

O Grupo Folclórico da Região do Vouga é membro fundador da Federação de Folclore Português, participa nos principais festivais de folclore nacionais e internacionais, entre nós realizados e, por diversas vezes, representou Portugal além – fronteiras em certames de ordem congénere. Os seus trajes, danças e cantares retratam a maneira de ser de um povo, que tomou por base o trabalho árduo, atenuado com os foguedos ajustados a épocas vividas e nem sempre fáceis.

Coimbra (Beira Litoral) - Grupo Etnográfico da Região de Coimbra

Coimbra (Beira Litoral) - Grupo Etnográfico da Região de CoimbraO Grupo Etnográfico da Região de Coimbra pretende manter viva a tradição e autenticidade dos trajos, danças e cantares da cidade de Coimbra e arrabaldes.

Situada na margem direita do rio Mondego e, dispondo-se em anfiteatro sobre as margens deste, surge Coimbra, cidade antiga e de seculares tradições, sempre ligadas à boémia estudantil e às suas musas inspiradoras – as mulheres de Coimbra, designadas tradicionalmente por “Tricanas”.

Na tentativa de retratar o quadro humano, bem como o seu contexto socio-económico nos finais do séc. XIX e inícios do séc. XX, o Grupo Etnográfico da Região de Coimbra apresenta uma variedade de trajos identificativos do povo de Coimbra e arredores, sem esquecer que esta cidade era, e ainda é, um local de confluência de pessoas, ideias e culturas de outras regiões.

O repertório do grupo inclui velhas modas de roda, assim como viras ou outras modas com marcações, muitas delas efectuadas ao som do mandador.

Muitas destas modas foram recolhidas junto do povo, sempre com a ajuda dos mais idosos, ou ainda junto do “Cancioneiro Popular”.

O Folclore de Coimbra pela sua riqueza etno-folclórica e pela variedade de ritmos e coreografias tradicionais, representa só por si uma fonte de riqueza cultural que necessita de ser preservada, recuperada e devolvida novamente ao domínio público.

Assim tem feito o Grupo Etnográfico da Região de Coimbra através da sua participação em festas de folclore, feiras tradicionais e romarias um pouco por todo o País, mas também no estrangeiro.

Fruto das suas recolhas etnográficas, o Grupo Etnográfico da Região de Coimbra repôs a Visita aos Museus, manifestação pagã, realizada na Quinta-Feira da Ascensão e que se caracteriza pela visita aos museus da cidade, especialmente o de História Natural (mais conhecido como o dos “Bichos”), o da Faculdade de Medicina e ainda o Machado de Castro.

Do mesmo modo deu início a outras iniciativas com carácter anual: o Reviver dos Cânticos do Ciclo Natalício, a Mostra de Arte e Cultura Popular, a Festa de Folclore, o Festival de Folclore de Almedina e o Encontro de Sabores e Tradições.

O Reviver dos Cânticos do Ciclo Natalício realiza-se em Janeiro, na Sé Velha, e pretende dar a conhecer os diferentes cantares dos Reis e das Janeiras da região de Coimbra e das regiões dos grupos convidados.

Maia (Douro Litoral) - Grupo Regional de Moreira da Maia

Maia (Douro Litoral) - Grupo Regional de Moreira da MaiaNOTA HISTÓRICA
Era numa parcela da região litoral, compreendida entre o Rio Ave e o Douro que se encontravam as velhas Terras da Maia, terras que assumiram particular importância nos acontecimentos que conduziram à autonomia e constituição da nossa pátria. É uma terra que fica situada bem perto do mar e é rodeada de férteis e diversificadas culturas, das quais destacamos a cultura do linho.

NOTA ETNOGRÁFICA
E foi esta riqueza de tradições e riqueza espiritual, que levou um grupo de pessoas a perpectuar estes costumes, formando em 1934 o Grupo Regional de Moreira da Maia, que procurou ser um repositório vivo das tradições da sua terra, inserida na zona etnográfica do Douro Litoral.

AS DANÇAS
As danças interpretadas constituem uma mostra polícroma dos trajes envergados por este grupo. Relembram-se as danças típicas das desfolhadas ou das colheitas com o “Vira das Desfolhadas” e as típicas canções de namorados “Agua Leva o Regadinho”. Muitas vezes louva-se a fé a religiosidade “Senhor da Serra” e “Maneio” mas também temos a presença de cantigas alegres, normalmente executadas aos domingos e dias santos, nos largos e terreiros “Malhão das Palmas” e “Cana Real da Maia”.

A TOCATA
A tocata do grupo consta de diversos instrumentos que reproduzem o ritmo alegre e comunicativo da música popular, No meio das violas braguesas, dos ferrinhos, acordeões, reco-reco e cavaquinhos, ouve-se o bombo que, compassadamente, marca e imprime o ritmo da dança.

O TRAJE
A maneira como os componentes se vestem, evidencia a adaptação dos trajes ao trabalho campestre e relembra o hábito de vestir a melhor roupa aos domingos e dias de festa- Traje de merino ou domingar, um dos mais representativos. Para irem às feiras, vestia-se o alegre traje de chita, de cores muito suaves, o que contrasta com os lindos trajes pretos das damas e senhoras ricas, com os seus lindos chapelinhos na cabeça. Mas, outros trajes tradicionais merecem a nossa referência, como o traje de noivos, o de fiandeira, de leiteira, de pescador e de ir à missa.

OS ÊXITOS

A riqueza do traje exibido por este grupo, tem sido razão para vários convites em participações de alto nível, assim como com a atribuição de conceituados prémios: o 1º. Lugar de fato de domingar em Barcelos e o 3º. Prémio no Festival Mundial de Folclore da Babiera em Munique. Também é de louvar o colar de bronze recebido em França e a medalha de mérito do Concelho da Maia. Já actuou em Espanha, França, Bélgica, Holanda, Itália, Grécia, Alemanha e Brasil.

ORGANIZAÇÃO DE EVENTOS
Encontro de Cantares de Janeiras | Festivais de Folclore ( 4) | Desfolhada Tradicional Maiata | Festa de S. Martinho | Festa de Natal

Santarém (Ribatejo) - Grupo Académico de Danças Ribatejanas

Santarém (Ribatejo) - Grupo Etnográfico da Região de CoimbraO Grupo Académico de Danças Ribatejanas, de Santarém, foi fundado em 1956 pelo saudoso etnógrafo Celestino Graça, com o propósito de recolher, estudar, preservar e divulgar o valioso património etnográfico e folclórico da antiga província do Ribatejo, a qual é constituída por três sub-regiões – o Bairro, a Lezíria e a Charneca.

Ao longo da sua existência de mais de meio século de ininterrupta actividade, o Grupo Académico de Danças Ribatejanas, bem as-sim como o Grupo Infantil de Dança Regional – que em conjunto constituem uma autêntica escola informal de folclore – orgulha-se de haver representado a cidade de Santarém em quase todo o país e também no estrangeiro, registando mais de duas mil actuações, repartidas por Alemanha, Angola, Áustria, Bélgica, Brasil, Bulgá-ria, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos da América, Finlândia, França, Holanda, Hungria, Israel, Itália, Noruega, Mónaco, Polónia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Roménia, S. Tomé e Príncipe, Suécia e Suíça.

Se este percurso pode ser considerado honroso para uma asso-ciação cultural que se empenha dedicadamente na valorização do folclore português, o mais gratificante tem sido o privilégio de o ter podido fazer em homenagem à sua terra e às suas gentes, espe-cialmente à figura eminente do seu Fundador, em honra de quem é promovido, anualmente, o Festival Internacional de Folclore de Santarém, que no ano de 2009 celebrou as suas Bodas de Ouro.

A Câmara Municipal de Santarém distinguiu o Grupo Académico de Danças Ribatejanas com a Medalha de Ouro, a qual foi entre-gue em cerimónia ocorrida no dia 18 de Março de 2010.