Coimbra - Grupo Folclórico e Etnográfico do Brinca - Eiras

Coimbra - Grupo Folclórico e Etnográfico do Brinca - EirasEiras é actualmente povoação e freguesia do concelho de Coimbra, de onde dista cerca de 5Km e cuja existência é conhecida desde o séc. XII, com todo um percurso histórico farto de costumes e tradições.

E neste contexto Histórico - Cultural que nasce o Grupo Folclórico e Etnográfico do Brinca - Eiras - Coimbra em Março de 1987, que embora, sem critério rigoroso começou a busca de alguns trajos e costumes tradicionais da região. Em 1991, iniciam o processo de mudança, sendo a aproximação a AFERM a partir de 1996 que os motivou a seleccionar e analisar métodos e formas de pesquisa, recolha, estudo e divulgação de elementos da cultura tradicional popular da região de Coimbra. A freguesia de Eiras destaca-se por ser a sua área de influência, que é uma povoação com marcadas tradições etno-folclóricas.

Procurando retratar figuras e quadros típicos característicos da vivência de outros tempos, os trajos que o grupo enverga abarcam um lapso de tempo que vai do inicio do século XIX a 1920; referimos os de trabalho de campo, vendedeiras, domingueiros, tricanas, ir a feira, festa, ver a Deus, teres e haveres e noivos.  

0 Repertório é constituído por cantares religiosos, cantigas profanas e danças, sendo a contextualização de diversos quadros princípio fundamental nas várias apresentações do grupo.

Tem também desenvolvido importante trabalho na recuperação de receitas de gastronomia e doçaria regional - destaque para a sopa ou caldo do Espírito Santo, para os bolos de Massa Sovada e para os Esquecidos, e para além de um significativo conjunto de Licores.

A recuperação e preservação de um património ameaçado de desaparecer, constitui a sua base de trabalho recriando iniciativas como a Festa do Imperador (reposição da Romaria do Imperador de Eiras), em Eiras. Noite de cantares populares, Cantar das Almas, Dia da Bela Cruz, Troca de Saberes e Tradições Populares, Mercado das Faniqueiras e Ciclo de cantares Natalícios engrossam o volume de trabalho que o grupo vem desenvolvendo e é organizador.

Participa activamente nas iniciativas que a Autarquia promove ao longo do ano, tais como “Feira das Associações”, “Mercados de Doçaria Tradicional”, “A mesa com as freguesias”, entre diversos outros de cariz tradicional.

Fruto deste rigoroso trabalho passou, este grupo, a ser considerado de interesse cultural pela Câmara Municipal de Coimbra. E também um grupo filiado na Associação de Folclore e Etnografia da Região do Mondego (AFERM), no INATEL e sócio - fundador do “Eiranças”- Folclore Regional das Beiras.

Águeda - Grupo Folclórico de Crastovães

O Grupo Folclórico de Crastovães foi fundado pela altura do Carnaval no ano de 1962, tendo posteriormente iniciado a recolha de Trajes, Danças e Cantares da região a que pertence.

Nos seus Trajes destacam-se: os de Romaria, Vera Deus, Domingueiros, Feirante e Trabalho, entre outros.

É sócio efectivo da Federação do Folclórico Português. Tem vários discos gravados, entre eles, um CD.

Tem participado em vários Festivais e Romarias de Norte a Sul do país e arquipélago dos Açores (Ilha Terceira) e conta também com várias deslocações ao estrangeiro, nomeadamente, Espanha, França, Alemanha, Suíça, sendo de salientar cinco vezes que representou Portugal em Festivais de Folclore, na Holanda.

Setúbal - Rancho Folclórico "Os Fazendeiros" das Lagameças - Palmela

Setúbal - Rancho Folclórico "Os Fazendeiros" das Lagameças - PalmelaO Rancho Folclórico “ Os Fazendeiros” das Lagameças “ foi fundado em 13/01/1974 por um grupo de pessoas naturais desta terra.

Este agrupamento tem como objectivo defender e expandir o folclore da sua região denominada “Região Caramela”, é fruto do exaustivo trabalho de recolha de Trajes, danças, entre outros valores do património cultural da Região.

Desde a sua fundação o Grupo tem participado em Festivais nacionais e internacionais, nomeadamente em Espanha, França e em festas e romarias de norte a sul do país. Organiza anualmente o seu Festival nacional e Luso-Espanhol de Folclore. Foi aceite como membro efectivo da Federação de Folclore Português em 21/10/1983 e também inscrito no INATEL.

Santarém - Rancho Folclórico da Casa do Povo de Salvaterra de Magos

O Rancho Folclórico da Casa do Povo de Salvaterra de Magos foi fundado em 1 de Maio de 1980.

Com o objectivo único de juntar algumas pessoas e formar um rancho, não houve nessa altura grandes cuidados etnográficos, tendo enveredado por uma formação estereotipada com o traje único do emblemático Campino, mantendo-se assim durante 2 décadas. No ano de 2000, o Rancho de Salvaterra encetou um rigoroso processo de reestruturação, e ao longo destes anos tem tentado recuperar tudo o que ainda é possível, com o intuito de poder representar, promover e divulgar as gentes de Salvaterra e suas vivências em finais do Século XIX, princípios do Século XX, preservando assim as danças, as cantigas, os trajes, a gastronomia, os jogos, as lendas, etc.

Os trajes deste Rancho estão estreitamente ligados às gentes do campo, pelas suas variantes de trabalho, domingueiros, e trajes de festa, nomeadamente trajes de ir à feira e o traje de gala do Campino.

Apostando cada vez mais na utilização dos instrumentos tradicionais, tais como o harmónio, a gaita-de-beiços e a concertina, tem este rancho vindo a conseguir aproximar dos sons que se faziam ouvir nos bailes ou noutras manifestações lúdicas dos nossos antepassados, através dos Fadinhos, Bailaricos, Verde gaios, Fandangos, etc.

Com uma certeza maior de estar a contribuir para a salvaguarda das suas tradições e a cumprir o seu papel, o Rancho de Salvaterra tem difundido por todo o país, incluindo as Ilhas, e também além fronteiras, a cultura Salvaterrense.

Trofa - Rancho das Lavradeiras da Trofa

O Rancho das Lavradeiras da Trofa, surge a 2 de Março de 1961, como consequência de um trabalho iniciado em 1946, de pesquisa, recolha, e preservação dos usos e costumes da região que representa.

A Trofa, situada n topo do Douro Litoral (onde o Minho acaba e o Douro começa), estende – se pelo alongado vale de Bougado, onde ocorre o rio Ave.

Recebe a brisa marinha das praias de Vila do Conde e Póvoa de Varzim, que ficam a cerca de 18Km. Tem rápidos acessos ao Porto de onde dista cerca de 20Km.

Outrora terra essencialmente agrícola, a Trofa de hoje é um centro comercial, industrial e de serviços, considerável.

O Rancho das Lavradeiras da Trofa, é portador de uma vasta colecção de trajos, representando extractos sociais e profissões, de uma época situada entre o séc. XIX e inicio do séc. XX.

Podem ver-se Trajes de Festa de Lavradores ricos e de condição mais modesta, de Romaria, de Feira, de domingo e trabalho. Trajes que aparecem conforme a sua apresentação.

Além de ter percorrido o País de norte a sul, participando em festivais e romaria, hotéis e festas particulares, esteve presente em: Espanha – Santiago de Compostela, Caldas del Rey, Oviedo, Avilez e Ourense; Itália – Gorízia; Açores - Ilhas Terceira, Pico e S.Jorge; França – Le Puy en Velay e Niort; Brasil – Gravataí, Rio Grande do Sul; Ilha da Madeira.

A sua actividade assenta, em recolhas efectuadas, por pessoas de gerações muito anterior ás do actual Rancho. Baseando-se nestas e em obras de Alcino Rodrigues e de Alberto Pimentel, vem apresentando quadros de Festa Lazer e Trabalho, com o objectivo de mostrar a vivência das gentes de outrora, tentando reproduzir momentos que se perderam, que jamais se reviverão e que ficaram apenas na memória de alguns.

Está filiado no INATEL, é membro da Federação do Folclore Português desde a sua fundação, é sócio da Academia das Colectividades do Distrito do Porto e da Federação de Apoio a Festivais Internacionais de Folclore (FAFIF).

Pela apresentação dos seus trajes e na interpretação das suas danças e cantares bem como na representação de quadros tradicionais, pretende assim, o Rancho das Lavradeiras da Trofa, ser um autêntico museu vivo, da sua região.        

Viana do Castelo - Ronda Típica de Carreço

A “Ronda Típica de Carreço” pertence à freguesia Carreço, que é uma das quarenta freguesias que constitui o concelho de Viana do Castelo, distante da sede do concelho de cerca de sete quilómetros, esta freguesia tem um relevo bastante variado, que vai de um litoral arenoso, com uma veiga bastante fértil, e uma encosta verdejante.

Fundada em 29 de Dezembro de 1998 e está filiada no INATEL, como Centro de Cultura e Desporto.

 Em 21 de Janeiro de 2001, foi agraciada pela Câmara Municipal de Viana do Castelo, com o diploma de “ Cidadão de Mérito”, pelas actividades desenvolvidas na preservação e promoção do património cultural e na defesa das tradições populares.

É composto por cerca de 45 elementos, fazendo parte do grupo Folclórico, grupo bombos e ainda a tocata e cantares ao desafio.

Tem como principal objectivo a preservação e transmissão dos valores etnográficos de Carreço que estavam, em desuso ou em vias de desaparecimento.

O repertório do grupo baseia-se no que era dançado e cantado pelas gentes de Carreço, durante a segunda metade do Século XIX e inicio do Século XX, no final dos trabalhos recíprocos e gratuitos (Malhadas, Desfolhadas, …) nas festas e Romarias da Região e nos terreiros ao fim da tarde.

Os trajes que apresentam são uma mostra da forma de vestir do povo de Carreço: Os noivos, trajes de ceifeira, Monte, Malhada, Domingueiro, Lavradeira, Fato de Dó, Fato Rico, entre outros.

Desde a sua fundação, em todas as actuações em que já participou, este grupo tem procurado dignificar o folclore de Viana do castelo e tem-no conseguido, graças à beleza das suas danças, à exuberância dos seus trajes e à simplicidade dos seus cantares.

Apesar de jovem, a “Ronda Típica de Carreço” tem actuado em Festivais de Folclore de norte e sul do país, tem ainda em 2007, participado no desfile da Av.ª da Liberdade em Lisboa, integrado nas comemorações do 15.º Aniversário da SIC.

No Estrangeiro, já participou em festivais de folclore em Espanha, Andora, e em França.